ENRAIZAMENTO E ENXERTIA PARA PROPAGAÇÃO ASSEXUADA DE ENVIRA-CAJU (Onychopetalum periquino)

Dheimy da Silva Novelli, sebastião elviro araújo neto, Luiz Gustavo de Souza e Souza, Nilcileia Mendes da Silva, regina lucia Félix Ferreira

Resumo


A envira-caju é uma árvore frutífera amazônica de frutos saborosos, consumidos regionalmente e ainda sem plantios comerciais. O objetivo deste trabalho foi avaliar métodos de enxertia, épocas de coleta, tipo de estaca e doses de ácido indolbutírico (AIB) para o enraizamento de estacas de envira-caju. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação, com nebulização intermitente, em delineamento inteiramente casualizado. Foram testados métodos de enxertia (borbulhia em janela aberta, janela fechada e garfagem em fenda cheia, fenda dupla e fenda simples) sobre porta-enxerto da mesma espécie e o enraizamento de estacas herbáceas, apicais, medianas, basais e basais estratificadas, coletadas nas estações seca e chuvosa e tratadas com AIB nas doses 0, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 mg.L-1 no enraizamento adventício. Foram avaliados a porcentagem de estacas vivas, brotadas, com calos, com raiz, o número de raízes, o comprimento da maior raiz, massa seca de raízes e dos brotos aos 120 dias após a estaquia; e porcentagem de pegamento e sobrevivência dos enxertos, aos 30 e 90 dias, respectivamente, após a enxertia. As análises estatísticas foram feitas pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. Não houve diferença significativa para épocas de coleta, tipos de estaca e doses de AIB em nenhuma das características avaliadas. O pegamento de enxertos foi estatisticamente igual (50% a 80%), mas a sobrevivência do enxerto foi maior por fenda dupla (80%).

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