EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E AS TEORIAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRAS A PARTIR DE 1930

Tiago Alquaz Matias, Antônio Carlos Maciel

Resumo


A rede federal de Educação Profissional e Tecnológica evoluiu ao longo dos vários contextos político-econômicos brasileiros. Mais recentemente, entre 2003 a 2016 esse modelo institucional assume um papel de destaque na articulação política e econômica do país, vendo seu número de instituições saltar de 140 escolas técnicas, que atendiam 120 municípios, para 644 campi em funcionamento em todos os estados brasileiros. Tendo por base a dinâmica desse modelo institucional, esse artigo teve por objetivo principal explicar como a Educação Profissional se tornou referência educacional no contexto da economia brasileira. Para tanto, procedeu-se, por meio de pesquisa bibliográfica, uma investigação para verificar de que modo as teorias de desenvolvimento influenciaram as políticas econômicas brasileiras; quais as relações entre teoria do capital humano e educação no Brasil; e, finalmente, como a educação profissional é produto dessas relações. Constatou-se que a rede federal de EPT, desde 1930 vem sendo moldada pelas políticas dominantes que vigoraram em nossa economia, se configurando como uma alternativa às instituições tradicionais de pesquisa. Mesmo a recente alteração do discurso neoliberalista para um pensamento social-liberalista, perceptível na implementação do modelo IFET, não apresentou mudanças concretas que sejam capazes de alterar o contexto social, principalmente porque não foi acompanhada de uma política econômica efetiva, que visasse ao atendimento das necessidades sociais brasileiras.


Palavras-chave


Educação profissional; Desenvolvimento; Capital Humano

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Periódico com início em 2018.  Avaliação Qualis 2017-2018-  B3
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