HOMEM-ONÇA: um ser heteróclito Karipuna

Rebecca Louize Vegini, Valdir Vegini, André Karipuna, Aparecida Luzia Alzira Zuim

Resumo


O objetivo deste artigo é oferecer algumas respostas para duas grandes indagações: o que subjaz - em termos linguísticos - a uma narrativa oral colhida durante pesquisa de campo realizada com um indígena Karipuna (Grupo Kawahib, Família Tupi-Guarani) nas dependências da FUNAI de Porto Velho? Que papel exerce a linguagem empregada pelo narrador no desenrolar do relato e que implicações ela acarreta à mensagem transmitida e à mente do interlocutor? Lançando mão de alguns princípios semânticos e pragmáticos são oferecidas algumas explicações a respeito das pistas linguísticas e extralinguísticas deixadas pelo informante durante a narração da “História da Onça” ou do “Homem-Onça Karipuna” que fazem do texto oral apresentado uma grande e bela metáfora da vida humana em que convivem - lado a lado – os mais primitivos instintos da espécie e as mais sublimes virtudes do homem.


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