MARCAÇAO DIFERENCIAL DO OBJETO EM BANTU E EM TUPÍ-GUARANI

Fabio Bonfim Duarte

Resumo


A presente pesquisa busca mostrar que línguas bantu e línguas da família linguística Tupi-guarani exibem marcação diferencial do objeto. Para examinar tal fenômeno, centro minha atenção principalmente em três línguas, a saber: o Guarani, o Ka’apor e o Changana. É importante salientar que o Changana, também conhecida na literatura como Xitchangana, é uma das várias línguas nativas catalogadas pelo atlas geográfico de Moçambique. Pertence ao ramo de línguas Níger-Congo e é uma língua majoritariamente falada no distrito de Gaza e em Maputo, região sudeste de Moçambique. Changana é ainda falada na África do Sul e no Zimbabwe, países estes que se situam na região de fronteira com Moçambique.  Já o Ka’apor e o Guarani são línguas indígenas brasileiras e ambas pertencem à família linguística Tupí-Guaraní, Tronco Tupí. O Ka’apor é falado por cerca de 1000 pessoas e suas aldeias se localizam no estado do Maranhão, na região nordeste do Brasil. O Guarani, por sua vez, é falado na região sul do Brasil, na Argentina e no Paraguaio. Para mais detalhes sobre o Guarani remeto o leitor à tese de doutorado de Martins (2003). 

 


Palavras-chave


Bantu; Tupi-Guarani; Linguística; Marcação; Objeto

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