Sinfonia não-reconciliada: O tempo aiônico no romance Sinfonia em branco de Adriana Lisboa

Deivis Nascimento dos Santos, João Paulo Afonso Neto

Resumo


Atentando ao fato de que, no romance Sinfonia em branco de Adriana Lisboa, há uma construção diferenciada do tempo, de modo que a sucessão temporal é abolida, nos propomos a analisar alguns pormenores de tal construção, bem como sua proximidade a bases teórico-filosóficas que percebem essa experiência de tempo que se opõe ao ordenamento cronológico, e que identificamos, a partir dos teóricos pertinentes, como Aion. Temporalidade tal que complica, no evento paradoxal, toda a multiplicidade de tempos. Utilizamos como base teórica principal a releitura que Gilles Deleuze faz ao recolher dos estoicos o conceito de Aion, principalmente ao percebermos que os efeitos de sentido na escritura do romance podem recompor de modo muito similar, ainda que singular, tal experiência de tempo

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