Uma Revolução, Dois contos, Múltiplos leitores

Tomás Mendes da Silva

Resumo


De  1893  a  1895,  as  terras  do  sul  serviram  de  cenário  aos  violentos  combates  da
Revolução Federalista, travados entre os partidários de dois oligarcas gaúchos: de um lado, os
federalistas  (maragatos),  liderados  por  Gaspar  Silveira Martins;  de  outro,  os  republicanos
(chimangos  ou  pica-paus),  seguidores  do  positivista  Júlio  de  Castilhos.  Os  primeiros
defendiam a instalação de um regime parlamentarista nos moldes do que existiu no Segundo
Reinado, enquanto que os  republicanos defendiam um presidencialismo  forte, centralizador,
no estilo do governo do presidente Floriano Peixoto (1891-1894). O confronto ultrapassou as
fronteiras gaúchas, estendendo-se a Santa Catarina, ao Paraná e até ao Uruguai. Somente em
1895, no governo de Prudente de Morais (1894-1898), é que seria assinado um acordo de paz
na região. A importância do evento deu origem a uma tradição literária de contos, romances,
canções, narrativas orais e fílmicas. Em 1993, ao completar cem anos do começo do conflito,
foi publicado o livro Literatura e Guerra Civil de 1893, organizado pelos professores Carlos
Alexandre Baumgarten e Maria Eunice Moreira. A obra  reuniu dez  textos cuja  temática, de
alguma  forma,  relaciona-se  com  a  disputa  política  do  fim  do  século  XIX.  Da  referida
coletânea  fazem  parte  os  dois  contos  que  serão  abordados  no  presente  estudo,  Bandido,  de
Roque Callage e Velhos Tempos, de Darcy Azambuja.

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