NARRATIVAS CONTENCIOSAS NA FRONTEIRA DAS AMAZÔNIAS BOLIVIANA E BRASILEIRA

Jairo de Araújo Souza, Marcello Messina

Resumo


Neste trabalho queremos discutir de forma crítica as narrativas nacionais sustentadas historicamente a partir da ideia de “conflitos revolucionários” que ocorreram nos primeiros anos do século XX ao longo da fronteira amazônica entre Brasil e Bolívia. A proposta é de explorar como governos oficiais nos dois países, nos dois lados da fronteira, mais de cem anos após o conflito histórico fazem uso de uma memória histórica com o intuito de legitimar o poder de Estado através de narrativas de orgulho nacional, luta e coragem. Ao analisar monumentos erguidos em cidades fronteiriças como Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, e Rio Branco, capital do Acre no Brasil, queremos apresentar alguns pontos de vista conflitantes sobre a história local. Além disso, procuramos explorar de que maneiras essas narrativas apagaram, silenciaram, ou, pelo contrário, se apropriou de papéis culturais e políticos dos povos da Amazônia e suas comunidades. Em terceiro lugar, investigamos  como o comércio internacional da borracha na região amazônica de alguma forma manipulou o embarque de brasileiros e bolivianos em uma guerra sangrenta enfeitiçados pela "magia do nacionalismo." Finalmente, pretende-se discutir criticamente o desequilíbrio entre a marginalização do Acre como um estado dentro de uma cultura dominante no Brasil e da importância do Acre como um território tragicamente perdido dentro de narrativas nacionais bolivianas.


Palavras-chave


História, Narrativas, Nacionalismo, Poder, Amazônia.

Texto completo:

PDF


INDEXADORES

Logo Latindex    

Logo DIADORIM

contador de visitantes