OS ESTEREÓTIPOS E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO CABOCLO: UMA LEITURA PÓS-COLONIAL EM “HISTÓRIAS DE SUBMUNDO” (1960), ARTHUR ENGRÁCIO

Carlos Eduardo Parente de Souza, Daniela Mendonça da Silva, Nádia Nelziza Lovera de Florentino

Resumo


Analisa-se a coletânea de contos Histórias de submundo (1960) de Arthur Engrácio à luz da teoria pós-colonial, com foco na teoria de formação do sujeito. O enredo mostra as condições subalternas que eram impostas aos sujeitos seringueiros (caboclos), bem como os estereótipos que se construíam em torno deles nas florestas. O resultado de tudo isso será refletido na construção de identidades fragmentadas e estereotipadas, não só do sujeito que sofreu nas mãos dos coronéis e, também, de toda uma geração posterior à dele. Para esta análise utilizamos autores tais como: Ashcroft et. al(2000), Bhabha (1998), Loomba (1998), Ngugi (1995) os estudos de Souza e Nenevé (2006) entre outros. Para definirmos as identidades estereotipadas dos sujeitos, analisamos brevemente a formação dessa pela ideologia, linguagem e discurso. Verificou-se que os personagens da coletânea eram reduzidos, massacrados por sua condição interiorana, o que os levou muitas vezes a usar da violência física para ter seus direitos atendidos, o que foi de fundamental importância para o conceito de suas identidades.


Palavras-chave


Pós-colonialismo; estereótipos; identidade; Histórias de submundo.

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