O EMUDECIMENTO DA MULHER SUBALTERNA NA OBRA “A LETRA DE ESCARLATE” DE NATHANIEL HAWTHORNE

Rélenny Vilas Bôas Cerqueira Pereira, Odete Burgeile

Resumo


A literatura é um meio pelo qual é disseminado os discursos predominantes de um tempo e espaço histórico, e embora seja fictícia é o reflexo da sociedade.  Deste modo, selecionamos a obra clássica da literatura norte-americana “A letra de Escarlate” de Nathaniel Hawthorne, publicada em 1850, para verificar a condição da mulher no período em que Massachusetts fora colonizado por puritanos vindos da Inglaterra. A pesquisa é de caráter qualitativo e bibliográfico. Primamos por selecionar como base desse estudo, o Grupo de Estudos Subalternos Sul-Asiático, e dentre os pensadores que fazem parte dessa equipe, as reflexões da escritora indiana Gayatri Chakravorty Spivak (2010) que explana sobre a mulher subalterna. Sobre a literatura como reflexo do social nos embasamos em Antônio Candido (2006), Theodor W. Adorno (1983, 2001), Georg Lukács (2000), dentre outros. Consideramos que o romancista ao retratar a mulher subalterna em sua obra literária, ele apropria-se do outro por assimilação e assim, reproduz e representa a voz do sujeito subalterno (a mulher). Assim, observamos a necessidade e a importância de as mulheres produzirem a sua voz nas literaturas e na ciência, de se auto representarem para que possa sair da zona da subalternidade e novos discursos possam ser reproduzidos na historiografia da humanidade.

 

PALAVRAS-CHAVE: Mulher subalterna. Pós-Colonialismo. Literatura Norte-Americana.


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