A LEITURA DA LITERATURA INDÍGENA: PARA UMA CARTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

Julie Dorrico

Resumo


Este artigo versa sobre a literatura indígena contemporânea e sua importante contribuição na leitura da literatura brasileira, a fim de evidenciar, por um lado, a exclusão do indígena, sua voz e visibilidade, e, por outro, sua expressão estético-literária, resistência e luta. O artigo objetiva realizar um mapeamento sintético de alguns dos principais escritores indígenas atuantes com publicações iniciando-se nos anos 1990 e chegando-se até os dias de hoje, em especial Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Olívio Jekupé, Yaguarê Yamã, Kaká Werá, Márcia Kambeba e Cristino Wapichana. Nesse sentido, argumentaremos que a leitura dessa literatura indígena pode ser acessada e dinamizada por meio da chave de leitura, a ser defendida nesse texto, caracterizada pela correlação de vozes ancestrais e comunitárias, memória e tradição, oralidade e a poética do eu-nós. Assim, na literatura indígena brasileira contemporânea, pode-se perceber que as produções estético-literárias partem da afirmação da tradição ancestral e se afirmam como crítica do presente e resistência política.

 


Palavras-chave


Indian Literature; Ancestry; I-We; Orality-Printed; Cartography.

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