MEMÓRIA E RESISTÊNCIA INDÍGENA NO DISCURSO CARNAVALESCO “A MÍSTICA XINGUANA” DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE DE 2017

Freitas José Batista, Nair Ferreira Gurgel Amaral, Gustavo Gurgel do Amaral

Resumo


Sob o viés teórico-metodológico da Análise de Discurso, este artigo analisa os discursos e a posição de sujeitos na narrativa carnavalesca Escola de Samba Carioca Imperatriz Leopoldinense do carnaval de 2017, intitulada “Xingu, o clamor que vem da floresta” no intuito de abstrair dela fragmentos mnemônicos da resistência indígena. Do ponto de vista metodológico, o estudo classifica-se entre as pesquisas exploratórias, que incluem levantamento bibliográfico e análise dos versos que constituem a narrativa poética. A investigação se assenta nos seguintes eixos teóricos e respectivos autores: Memória em Paul Ricoeur, Resistência Indígena em Andrey Ferreira, Relações coloniais em Ania Loomba e Análise do Discurso em Michel Pêcheux e em Eni Orlandi. Como resultado desse processo ou método analítico, constatou-se que um dos sujeitos do discurso se posicionou por “um clamor” da memória, das quais faz assomar das profundezas mnemônicas da alma indígena alguns fragmentos da resistência demonstrados em: “a nossa voz vai ecoar”, “sou o filho esquecido do mundo” e “sou guerreiro imortal verdadeiro”. No silêncio do discurso, há um vão e é nele que se inscreve um sujeito outro – os caraíbas, homens brancos (empreiteiros e produtores agrícolas) - detectado na discursividade pelas condições de produção. 


Palavras-chave


Análise de Discurso; Memória; Resistência indígena; Imperatriz Leopoldinense.

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