A CULTURA DA BENZEÇÃO E O SURGIMENTO DO CABOCLO NA AMAZÔNIA COLONIAL

Paulo Kleber Borges da Silva, MARIA LUZIA FERREIRA SANTOS, Lilian Moser

Resumo


Resumo: Este artigo aborda a cultura da benzeção na Amazônia no período Colonial, evidenciando a presença do sincretismo religioso, e a metafísica das relações estabelecidas com o sagrado a partir da miscigenação realizada entre povos ibéricos e ameríndios, dando posteriormente origem e formação à cultura do caboclo. À luz de autores, como Benchimol (2009), Del Priore (2009), Freyre (2004), Ribeiro (2002) e outros, assinala-se, portanto, o surgimento da miscigenação do brasileiro, como elemento híbrido e contornos peculiares culturais que consolidam em convivência com seus antepassados, a benzeção como elemento linguístico e simbólico, ainda presente e relutante nas atuais sociedades pós-modernas. Conforme autores tratados neste estudo, a prática da chamada medicina popular para os teóricos e para o senso comum, chamada de benzeção ou reza, tem sido a forma mais pura e simples de contextualizar elementos da cultura cabocla que ainda permanecem resistentes em sua essência metafísica ligada ao sagrado. O estudo abordado neste texto, vem por meio de revisão bibliográfica, elucidar o processo histórico e apontar os paradigmas simbólicos e idiossincrasias da formação da cultura da benzeção e surgimento do caboclo na Amazônica.

Palavras-chave


Amazônia. Caboclo. Cultura. Benzeção

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