MARCAS DA AUSÊNCIA E CAMINHOS DA TRADUÇÃO NO LIVRO POEMAS TRADUZIDOS DE MANUEL BANDEIRA

José Eduardo Martins de Barros Melo

Resumo


Pensar o estilo como tudo que singulariza a atividade humana  e que envolve a caracterização do indivíduo, é pensar as marcas recorrentes do seu fazer. No caso de Manuel Bandeira esta afirmação não é apenas uma simples redundância, é antes de tudo uma confirmação de que poetas-tradutores são autores estilisticamente sincronizados, cujo repertório criativo normalmente emana de estreitas relações, em que uma atividade se imbrica na outra, principalmente se vislumbrarmos o ato da tradução como ato criador. Entretanto, sabemos que quando se trata desta duplicidade de papéis na invenção do texto, os estudos críticos comumente deixam grandes lacunas no que se refere ao segundo. Este artigo tem como objetivo amenizar o quase vazio existente nos estudos desenvolvidos sobre a atividade tradutória  de Manuel Bandeira e seus registros  estilísticos, tomando-se como base as marcas da ausência que transporta de sua vertente poética para os caminhos da tradução e vice-versa, como num diálogo que estabelece a ponte entre as duas atividades. Sabemos que o autor pernambucano é um dos mais estudados de nossa literatura enquanto poeta e prosador, mas no que se refere ao seu livro Poemas traduzidos, em que reuniu grande parte de sua produção como tradutor, pouca coisa foi produzida, principalmente no que diz respeito às relações de estilo entre o poeta e o tradutor, os traços recorrentes que constroem o campo identificador da expressão artística, os trajetos de um percurso em que as opções temáticas e formais constroem as relações de identidade entre as duas atividades.

Palavras-chave


Manuel Bandeira; Tradução; Ausência.

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