JORGE AMADO E ROGER BASTIDE: PERMEANDO QUESTÕES IDENTITÁRIAS SOBRE O IDEAL NACIONALISTA

Luana Signorelli Faria da Costa

Resumo


Intelectuais, pensadores de si próprios e de seus países, o ícone brasileiro Jorge Amado foi amigo do francês Roger Bastide. Compartilharam um entusiasmo pelas culturas local e nacional, pela construção dos costumes de um povo edificado, consolidado por meio de práticas que estruturam o imaginário coletivo. Do cruzamento entre esses estudiosos, surgem ideologias teóricas acerca de questões identitárias, nacionais, valorizando toda uma literatura oral, tradicional. A metodologia utilizada é a dos estudos culturais, interdisciplinares, da literatura comparada e da crítica literária dialética. Já na obra de estreia de Jorge Amado, O país do carnaval (1930), encontra-se o problema do mestiço, dessa identidade brasileira que não é somente negra, branca ou indígena. O Brasil não é um país único; “todo o Brasil” é muito Brasil. Jorge Amado aponta, junto a seu companheiro Roger Bastide, várias faces particulares de intercâmbios simbólicos e culturais. O objetivo deste artigo é estudar a obra de estreia de Jorge Amado em comparação com Terra de contrastes (BASTIDE, 1959). Neste trabalho tenta-se provar, portanto, que a nacionalidade é herança identitária e/ou o sentimento adquirido, responsável por arraigar características diversas em um só corpo e um só espírito.


Palavras-chave


identidade; cultura; nacional; Amado; Bastide

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