Análise de Discurso do Livro O Mar e a Selva:Relato de um inglês na Amazônia

Eliana dos Santos Morato Baraldi, Élcio Aloísio Fragoso, Marília Lima Pimentel Cotinguiba

Resumo


Este artigo fundamenta-se na perspectiva teórica da Análise de Discurso e tem como objetivo estudar a teoria de linha francesa, fundada na década de 60 do século passado por Michel Pêcheux e seus colaboradores Michel Plon e Paul Henry.  No Brasil, esta teoria é desenvolvida sobretudo a partir dos estudos de Eni Orlandi, que promoveu uma (des/re) territorialização desta disciplina entre nós.  Esta análise pretende compreender porque a região Amazônica sempre foi um dos lugares preferidos por estrangeiros em viagens pelo mundo. A obra: O Mar e a Selva, Relato de um inglês na Amazônia, do jornalista, Henry Major Tomlinson, tradução regionalizada, de Hélio Rocha, registra entre dezembro de 1909 e março de 1910, a transformação drástica ambiental, os grandes conflitos entre os ditos civilizados e os nativos. Tomlinson descreve a legendária construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré – EFMM, que por terra atravessaria, onde não era possível a navegação nos trechos encachoeirados do Rio Madeira ao Rio Mamoré. Considerava-se o avanço à modernidade, por isso, possibilitava as práticas discursivas do capitalismo na Floresta Amazônica. Nessa perspectiva, buscamos descrever e interpretar a materialidade linguístico-histórica dessa produção literária, fundamentados no referencial teórico supracitado, visamos analisar recortes que constituem o corpus de nossa pesquisa. Com esses discursos ideológicos e estereotipados sobre a região Amazônica no imaginário popular.


Palavras-chave


Relato. Análise de Discurso. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Amazônia. Ideologia.

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