Há separação entre língua e discurso?

Élcio Aloisio Fragoso

Resumo


Este artigo procura mostrar a relação constitutiva entre língua e exterioridade, analisando especificamente a materialidade linguístico-histórica do discurso literário. Nosso objetivo é descrever o funcionamento do discurso literário, relacionando suas marcas e propriedades às condições de produção deste discurso, para que se compreenda os processos de significação aí inscritos. Partimos do princípio de que o discurso literário tem uma forma material que é histórica (relação língua-exterioridade) e seu funcionamento deve ser descrito, referindo-se a esta relação entre língua e história para a compreensão do processo de produção de sentidos. A nossa questão é compreender como os sentidos são produzidos e sustentados, observando a materialidade linguístico-histórica das discursividades literárias. Dessa forma, cada estilo literário constitui-se em uma discursividade, com um funcionamento próprio. A língua se constrói diferentemente em cada estilo literário, pois cada estilo tem uma espessura histórica (constrói-se de um modo específico), textualizando-se de uma forma singular. No caso da literatura, é interessante observar como os discursos se textualizam, em outras palavras, como os estilos literários se materializam, produzindo efeitos sobre a língua, transformando-a, modificando-a.


Palavras-chave


Língua. Literatura. Análise de Discurso. Estilo literário. Historicidade.

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