A LINGUÍSTICA DE CORPUS E A SEMÂNTICA DE CONTEXTOS E CENÁRIOS COMO FERRAMENTAS PARA O ESTUDO DE REALIZAÇÕES LINGUÍSTICAS INTERÉTNICAS E INTERCULTURAIS

Celso Ferrarezi Junior

Resumo


A Linguística de Corpus, em certo aspecto, pode ser vista como uma metodologia quantitativa de estudos linguísticos que se utiliza de recursos eletrônicos para construção de corpora e para o acesso a dados linguísticos autênticos de fala e de escrita.  A Semântica de Contextos e Cenários é uma teoria semântica de cunho cultural cuja principal premissa se fundamenta na ideia de que o linguístico apenas significa plenamente quando inserido no extralinguístico. O presente artigo analisa a possibilidade de cooperação entre essas duas vertentes de estudo, sustentando que haveria ganho descritivo para ambas se fossem adotados procedimentos confluentes que levassem em conta o evento e o cenário envolvidos em cada enunciação, especialmente em estudos de interações interétnicas e interculturais.

Texto completo:

PDF

Referências


ANDERSEN, Francis I. & FORBES, A. Dean (1987), "The Vocabulary of the Pentateuch". In.: PARUNAK, H.V.D., Computer Tools for Ancient Texts: Proceedings of the 1980 Ann Arbor Symposium on Biblical Studies and the Computer. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, pp. 231–267.

CRESTI, E. (2000). Corpus di Italiano parlato. Firenze: Accademia della Crusca.

CRESTI, E. (2003). “Enunciato e frase: teoria e verifiche empiriche”. Corpus, n. 1988.

CRESTI, E. (2011). “The definition of focus in Language into Act Theory (LAcT)”. In: MELLO, H.; PANUNZI, A.; RASO, T. (Eds.). Pragmatics and Prosody: Illocution Modality, Attitude, Information Patterning and Speech Annotation. Firenze: Firenze University Press.

CRESTI, E.; GRAMIGNI, P. (2003). “Per una linguistica corpus based dell’Italiano parlato: le unità di riferimento. Proceedings of "Il parlato italiano"”. Napoli, 13-15 febbraio.

FERRAREZI Jr., Celso (2010). Introdução à Semântica de Contextos e Cenários: de la langue à la vie. Campinas: Mercado de Letras.

HJELMSLEV, Louis. Prolegômenos a Uma Teoria da Linguagem. 2 ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.

MELLO, H. (2014). “Methodological issues for spontaneous speech corpora compilation: The case of C-ORAL-BRASIL”. In: RASO, T.; MELLO, H. (Eds.) (2014). Spoken corpora and linguistic studies. Amsterdam / Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, p. 27–68.

MELLO, H., PANUNZI, A.& RASO, T. (2011). Pragmatics and Prosody: Illocution, Modality, Attitude, Information Patterning and Speech Annotation. Firenze: Firenze University Press.

MELLO, H. & RASO, T. (eds.) (2014). Spoken Corpora and Linguistica Studies. Amsterdam/ Philadelphia: John Benjamins Pub.

MELLO, H. & RASO, T. (orgs.) (2012). C-ORAL BRASIL I - Corpus de referência do português brasileiro falado informal. Belo Horizonte: Editora da UFMG.

MELLO, H. & RASO, T. (2011). “Illocution, modality, attitude: different names for different categories”. In: MELLO, H.; PANUNZI, A.; RASO, T. (Eds.). Pragmatics and Prosody: Illocution, Modality, Attitude, Information Patterning and Speech Annotation. Firenze: Firenze University Press, p. 1–18.

MELLO, H. & RASO, T. (2009). Para a transcrição da fala espontânea: o caso do C-ORAL-BRASIL. Revista Portuguesa de Humanidades. v. 13.1, n. Estudos Linguísticos, p. 153–178.

MONEGLIA, Massimo (2011). “Spoken corpora and Pragmatics”, In.: RBLA. Belo Horizonte, v. 11, n. 2, p. 479-519.

MORAES, J. A. (2011). From a prosodic point of view: remarks on attitudinal meaning. In: MELLO, H., PANUNZI, A.& RASO, T. (Eds.). Pragmatics and Prosody: Illocution, Modality, Attitude, Information, Patterning and Speech Annotation. Firenze: Firenze University Press.

MORAES, J. A. (2012). Illocution and intonation (H. Mello, M. Pettorino, T. Raso, Eds.) Proc. of the GSCP 2012 Workshop. Firenze: Firenze University Press.

MORAES, J. A. & RILLIARD, A. (2014). “Illocution, atitudes and prosody”. In.: RASO, T. e MELLO, H. (eds.) Spoken Corpora and Linguistica Studies. Amsterdam/ Philadelphia: John Benjamins Pub.

RASO, T.; MITTMANN, M. (2013). “Entrevista de Emanuela Cresti e Massimo Moneglia”. Domínios de Lingu@gem, v. 7, n. 2, p. 383–410.

RASO, T.; MITTMANN, M. M. As principais medidas da fala. In: RASO, T.; MELLO, H. (Eds.) (2012). C-ORAL-BRASIL I: Corpus de referência do português brasileiro falado informal. 1. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, p. 177–221.

RASO, T.; ROCHA, B. (2015). Como a categoria de atitude condiciona a metodologia para o estudo de ilocuções. Diadorim, v. 17, n. 2.

RENOUF, Antoinette (2006) “Corpus Linguistics: past and present”. In. DRAFT. Disponível em: http://rdues.bcu.ac.uk/publ/Past_and_Present.pdf. Acesso em 15.12.2016.

ROCHA, Bruno N. R de M. (2016). Uma Metodologia Empírica para a identificação e descrição de ilocuções e a sua aplicação para o estudo da ordem em PB e italiano. Belo Horizonte: UFMG (Tese de Doutorado).

SANKOFF, D. & SANKOFF, G. (1973). Sample survey methods and computer-assisted analysis in the study of grammatical variation. In.: DARNELL R. (ed.) Canadian Languages in their Social Context. Edmonton: Linguistic Research Incorporated. pp. 7–64.

SARDINHA, T. Berber. (2000) “Linguística de Corpus: histórico e problemática”. In.: D.E.L.T.A.: 16, nº 02, 323-367.

TUGENDHAT, E. (2006). Lições Introdutórias à Filosofia Analítica da Linguagem. Ijuí, RS: Editora Unijuí.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Culturas & Fronteiras