O BEM E O SI MESMO: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO AGENTE MORAL EM CHARLES TAYLOR

Joel Francisco Decothé Jr.

Resumo


Este artigo tem como objetivo fundamental realizar uma breve análise sobre as relações estabelecidas entre o bem e o si mesmo (self) no fluxo construtivo de sua identidade que desemboca no agir moral do agente humano. Para tanto, na seção introdutória deste artigo buscamos colocar brevemente o problema da relacionalidade existente entre o bem e o si mesmo e o pano de fundo do debates em que Taylor está envolvido ao forjar a sua filosofia moral. A partir desta perspectiva, a questão central levantada é a seguinte: de que modo foi sendo construída a identidade moderna em sua relacionalidade com o bem? No intuito de tratar da questão lançada, consideramos a questão do bem como elemento constitutivo e norteador da vida do agente humano no bojo destes debates referentes às configurações morais do si mesmo. Ademais, buscamos discorrer sobre algumas implicações advindas desta articulação de problemas morais argumentando na direção das inexoráveis configurações morais do si mesmo como agente moral humano na afirmação da ética da vida cotidiana. Ao nos defrontarmos com o âmbito desta ética de afirmação da vida cotidiana proposta por Taylor em relação ao si mesmo, nos deparamos com a questão das posições ontológicas da vida do si mesmo em sua relação constitutiva com o bem. Isto ainda envolve o problema substantivo de como o si mesmo (self), pode se realizar. Para finalizar o texto tecemos algumas considerações finais sobre esta relação entre o bem e o si mesmo que emerge como algo importante na construção da identidade da vida moral do agente humano em plena modernidade como sendo uma avaliação forte em seus juízos concernentes ao bem, a ser considerado desde um ângulo teleológico.  


Palavras-chave


Bem. Si mesmo. Agente. Moral. Relação.

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