EXÉQUIAS DOS SÉCULOS XVIII E XIX: A CELEBRAÇÃO SOLENE DA MISSA DE REQUIEM E OUTRAS PRÁTICAS RITUAIS CATÓLICAS EM HONRA AOS MORTOS

Marco Antônio Domingues Teixeira

Resumo


Desde o século IV encontram-se noticias de salmodias e celebrações cantadas em honra aos mortos na Igreja Católica. Foi, contudo no século IX em Sevilha que este ritual começou a ganhar sua forma específica. Coube a Odo, abade de Cluny, também conhecido como Santo Odilon, o Arcanjo dos Abades criar o ritual específico que ficaria conhecido como Missa de Requiem ou Missa dos Defuntos. Entre os séculos X e XIII ele espalhou-se pela Europa ganhando suas formas estruturais permanentes. As alterações ao Requiem começariam a ser realizadas apenas no Concílio do Vaticano II (1961/2 a 1965), que suprimiu a Sequência.  Em 1969, o Papa Paulo VI suprimiu toda a missa. Este artigo irá estudar a Missa de Requiem e sua evolução, desde suas manifestações iniciais, mas concentrando-se nos séculos XVIII e XIX, auge das grandes composições e das transformações das próprias funções da liturgia no contexto de uma Europa que embora se descritianizasse, continuava amando seus ritos e tradições. Serão destacados cinco autores desses século, começando por Frans Jozef Kraftt, passando por Wolfgang  Amadeus Mozart, Padre Maurício Nunes Garcia, Hector Berlioz e Gabriel Fauré. O objetivo é conhecer e liturgia e sua função no contexto do culto e devoção aos mortos, bem como as transformações que experimentou e os “territórios culturais que demarcou ao longo desse período”.


Palavras-chave


Igreja Católica; Missa de Requiem; Devoções Fúnebres; Música Sacra Erudita.

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