O SOFRIMENTO DO HOMEM COMUM: O HERÓI TRÁGICO E TRAGICIDADE EM A MORTE DE UM CAIXEIRO-VIAJANTE DE ARTHUR MILLER

Antonius Gerardus Maria Poppelaars

Resumo


Resumo

A peça A Morte de um Caixeiro-Viajante (1949) de Arthur Miller tem como protagonista Willy Loman, um vendedor norte-americano fracassado de classe média baixa. Assim, acontece o insólito: um homem comum, torna-se um herói trágico. Um acontecimento insólito de fato, porque, segundo a terminologia dramática de Aristóteles, um herói é um homem nobre e de alta posição. Há, portanto, uma controvérsia sobre o herói trágico aristotélico em torno da peça, que não foi considerada por vários críticos como uma tragédia, por não incorporar os critérios aristotélicos. Mas, o sofrimento de um homem comum não pode ser trágico? O primeiro questionamento deste artigo discuta se é possível definir Willy como um herói trágico segundo a teoria Aristotélica. Para resolver esta questão, compara-se A Poética de Aristóteles com a peça de Miller para responder se ainda existem heróis trágicos. O segundo questionamento deste artigo discute se ainda existe tragicidade, uma discussão baseada em Rudolf Steiner, um defensor do desaparecimento da tragicidade. Steiner é atacado por Raymond Williams e Arthur Miller, que defendem a presença do herói trágico e a tragicidade na modernidade. Por contrapor as noções de tragicidade de Aristóteles, Steiner, Williams e Miller, este artigo oferece também uma discussão sobre o desenvolvimento histórico do herói trágico e da tragicidade. Percebe-se que o desenvolvimento histórico da tragédia mostra que um homem comum pode ser trágico, pois, o sofrimento de Willy, o homem comum, provoca terror e piedade, uma vez que aconteceu com ele pode acontecer a qualquer um de nós.

Palavras-chave: Tragicidade; Herói Trágico; A Morte de um Caixeiro Viajante; Arthur Miller.


Palavras-chave


Tragicidade; Herói Trágico; A Morte de um Caixeiro Viajante; Arthur Miller

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