A MATERIALIDADE DA TRADAUTORIA E O PROCESSO HISTÓRICO DE PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM O MAR E A SELVA – RELATO DE UM INGLÊS NA AMAZÔNIA

Eliana dos Santos Morato Baraldi, Élcio Fragoso

Resumo


Este artigo fundamenta-se na perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso de linha francesa, fundada na década de 60 do século XX por Michel Pêcheux e seus colaboradores Michel Plon, Paul Henry entre outros.  No Brasil, esta teoria é desenvolvida sobretudo a partir dos estudos de Eni Orlandi, que promoveu uma (des/re) territorialização desta disciplina entre nós. Para o estudo da temática da tradautoria estamos fundamentados em Mittmann (2003). Temos como objeto de estudo o discurso materializado na obra: O Mar e a Selva-Relato de um inglês na Amazônia, tradução de Hélio Rocha, do livro The Sea and The Jungle, cujo autor é o jornalista Henry Major Tomlinson, que imprimiu ao seu discurso efeitos de sentidos sob a forma de relato. Propomos reflexões sobre os processos tradutórios em suas materialidades, na relação entre língua/história e produção de sentidos. Visamos também analisar o tradutor/autor, considerando a interpelação ideológica que o constitui como sujeito, apropriando-se e   interpretando o processo tradutório de diferentes posições e funções discursivas. Concentramo-nos no estudo do funcionamento da tradautoria e como é historicizada, isto nos faz compreender a constituição do tradutor/autor no processo tradutório de acordo com a determinada formação discursiva em que se inscreve. Nesta teia do discurso observamos os sentidos sendo produzidos entre todos os participantes do processo: autor, tradutor enquanto leitor, tradutor enquanto autor, leitor do processo tradutório e outros leitores eventuais que surgem.  

Palavras-chave


Relato; Análise de Discurso; Estrada de Ferro Madeira- Mamoré; Amazônia; Ideologia.

Texto completo:

PDF