Religiões, Liberdades e Intolerâncias: desafios e perspectivas para o Estado Laico no Brasil. - Por que nos estranhamos?

marilina Bessa pinto

Resumo


                                                                                

  RESUMO

O presente artigo discute o problema da intolerância religiosa adotando como premissa suas raízes ontológico-existenciais da polaridade identidade-alteridade, do eu e do outro. Toma como exemplo fatos políticos do cotidiano atual a fim de questionar o limites da laicidade do Estado brasileiro. Observa com otimismo ao crescimento das pesquisas e discussões na Academia que envolvem a temática religiosa cuja demanda advém do dinamismo do “campo” , que se encontra ativado de acordo com os dados oficiais de pesquisa estatal do censo (IBGE). Na Amazônia, especialmente, esse campo religioso é ilustrativo da diversidade de crenças e comportamentos sagrados que compõem o mosaico brasileiro, tanto do ponto de vista dos cristianismos como dos grupos menores e “invisíveis” frente à mídia. Conclui retomando a tese do helenista português Eudoro  de Sousa de que o homem, na sua gênese adâmica recusou-se a viver no Paraíso por não aceitar o mundo que não fora construído com suas próprias mãos e continua seguindo e persistindo em seu gesto arquetípico do estranhamento.     

Palavras-chave: intolerância, recusa, religião, laicidade.

                                                               


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