PERCEPCION, MEMORIA Y GENERO. UNA ZONA DE ARTICULACION ENTRE LITERATURA E HISTORIA

María Elena Fonsalido

Resumo


Percepción, memoria y género. Una zona de articulación entre literatura e historia

 

A propósito del aniversario de los cuarenta años del golpe de estado que se produjo en la Argentina en 1976, Victoria Torres y Miguel Dalmaroni propusieron a veinticuatro narradores la escritura de textos que evocaran “el trauma colectivo que nunca  más dejará de interpelarnos”. El criterio con el que decidieron la convocatoria es etario (escritores nacidos entre 1957 y 1973).

 

De modo tal que el libro  Golpes. Relatos y memorias de la dictadura se constituye en un ejercicio colectivo de memoria. Por esto, puede resultar un excelente ejemplo para considerar tres cuestiones: cómo un grupo de niños y de adolescentes percibieron la violencia y el horror que les tocó vivir; cómo recuperaron estas percepciones a partir de un ejercicio de memoria; de qué manera  lograron darle forma escrita a partir de la utilización de diversos géneros y procedimientos literarios.

La elección de estos géneros plantea una estrecha relación con el tipo de percepción evocada, al tiempo que propone la necesidad de una estructura literaria que permita construir y moldear lo recordado. En este libro, la selección genérica se constituye en el espacio de intersección entre historia y literatura, ya que el género se convierte en una zona de articulación entre la temporalidad recuperada que se quiere representar y la manera de insertarse en determinada tradición literaria.

 

 

 

 

 

Percepção, memória e gênero. Uma zona de articulação entre literatura e história

Com motivo dos quarenta anos do golpe de Estado produzido na Argentina em 1976, Victoria Torres e Miguel Dalmaroni propuseram a 24 escritores a escrita de textos que evocaram “o trauma coletivo que nunca mais deixará de nos questionar”. O critério utilizado no editorial foi a faixa etária dos autores (escritores nascidos entre 1957 e 1973).

Nesse sentido, o livro Golpes. Relatos y memorias de la dictadura constituí um exercício coletivo de memória. Por isso pode resultar em um ótimo exemplo para levar em consideração três questões: como um grupo de crianças e jovens perceberam a violência e o horror que eles vivem; como recuperaram essas percepções a partir de um exercício de memória; de que maneira conseguiram dar forma escrita a partir do uso de diversos gêneros e procedimentos literários.

A escolha desses gêneros apresenta uma estreita relação com o tipo de percepção evocada e ao mesmo tempo propõe a necessidade de uma estrutura literária que permita construir e modelar o que è lembrado. Nesse livro, a seleção de gênero constitui-se no espaço de interseção entre história e literatura, já que o gênero se converte em uma zona de articulação entre a temporalidade recuperada que se quer representar e a maneira de se inserir em uma determinada tradição literária.  

 

 


Palavras-chave


dictadura - percepción - memoria - género / ditadura - percepção - memória - gênero

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