AS IDEIAS DE PROVA NOS MANUAIS DE INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DOS DITOS POSITIVISTAS (1887-1926)

Itamar Freitas

Resumo


Este artigo examina as ideias de prova nos manuais de história produzidos entre 1897 e 1926, por Gustav Droysen, Ernest Bernheim, Charles-Victor Langlois, Charles Seignobos e Wilhelm Bauer. Seu objetivo é mensurar os graus de simetria entre as referidas noções e as assertivas de Carlo Ginzburg a respeito do sentido e do lugar da prova (tomada pelo italiano por elemento seminal da Retórica de Aristóteles) como traço diferenciador da ciência da história e instrumento de ataque à meta-história de Hayden White. Partindo da análise dos conceitos e da comparação da estrutura dos manuais, chega-se às seguintes conclusões: os sentidos de prova e os espaços reservados às regras de persuasão apresentam-se de maneira muito diferenciada entre os manuais; não é plausível a assertiva de Ginzburg de que a “viragem linguística [...] deveria ser definida como viragem retórica”; e, por fim, o exagero do italiano depõe sobre a precariedade do nosso conhecimento acerca da história do(s) método(s) histórico(s), ao longo dos últimos duzentos anos.


Palavras-chave


Prova. Retórica. Método crítico.

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