CIÊNCIA E MAGIA NA IDADE MÉDIA: FUSÃO OU DICOTOMIA?

Mirtes Emília Pinheiro

Resumo


Separar ou juntar ciência e magia na Idade Média não é uma tarefa fácil. Assim, partimos do pressuposto que a magia esteja conectada à realidade humana desde seus primórdios e sua utilidade visa uma conexão do homem com as forças da natureza, no intuito de utilizá-las ou manipulá-las em prol da realização de seus desejos e vontades. Quanto ao conceito de ciência, embora apresente uma gama variada de definições, optamos por considerá-la como conhecimentos humanos avaliados no seu todo, segundo a sua natureza e progresso.

Poder-se-ia dizer que a magia foi uma precursora da ciência empírica. Tanto os sacerdotes cristãos quanto os pagãos desejavam controlar as forças da natureza, no entanto, diante da impetuosidade dela, se conscientizavam de sua incapacidade de fazê-lo. Podia-se fazer oferenda aos deuses pagãos ou ao Deus uno dos cristãos, mas frente a uma situação calamitosa era difícil conter os fenômenos naturais, vistos em muitas ocasiões como castigos impostos aos homens. Em parte os rituais mágicos eram feitos para aliviar o sentimento de vulnerabilidade, quando ficavam à mercê das fatalidades que eventualmente os acometiam.


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